Prótese de quadril
Prótese de quadril pela via anterior direta (pela frente)
Uma forma de colocar a prótese passando entre os músculos, sem soltá-los do osso. A indicação é individual e definida na avaliação.

Em resumo
A via anterior direta é uma forma de colocar a prótese de quadril pela frente, passando entre os músculos, sem desinserir os músculos e tendões principais. Quando indicada, pode ser feita com a incisão tipo biquíni. Pode ser utilizada na maior parte dos pacientes com indicação de prótese, conforme avaliação.

O que é a via anterior direta
A via anterior direta é um dos caminhos para chegar à articulação na cirurgia de prótese de quadril. Em Londrina, a prótese de quadril pela via anterior é o foco de atuação do Dr. Guilherme Rufini. Ele atende pacientes de todo o Norte do Paraná.
Muitos pacientes conhecem a técnica como prótese de quadril “pela frente”. O nome vem do local do corte, feito na parte da frente do quadril, e não na lateral ou atrás.
Como é o acesso entre os músculos
Na frente do quadril existem espaços naturais entre os músculos. O cirurgião passa por esses espaços e afasta os músculos com cuidado até chegar à articulação. Os músculos e tendões principais não são desinseridos (cortados ou soltos do osso).
Isso inclui os glúteos laterais, que estabilizam a bacia ao caminhar. Por isso, a via anterior pode reduzir a agressão às partes moles (músculos, tendões e cápsula da articulação).
Em algumas situações, pequenas liberações de tecido são necessárias para posicionar a prótese. Essa decisão é tomada durante a cirurgia, conforme a anatomia.
Na operação, o paciente fica de barriga para cima. Essa posição ajuda a comparar o comprimento das pernas. Quando necessário, a posição dos componentes é conferida com radioscopia (raio-X durante a cirurgia).

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Incisão tipo biquíni e cirurgia minimamente invasiva
Incisão tipo biquíni
Em alguns pacientes, o corte pode ser feito na direção das dobras da pele da virilha, de forma inclinada. É a chamada incisão tipo biquíni. A cicatriz tende a ficar em uma área coberta por roupa íntima ou de banho.
A incisão tipo biquíni é usada quando indicada, conforme o formato do corpo, a anatomia e as condições da pele. Em outros casos, o corte é mais vertical, na frente da coxa.
O que quer dizer minimamente invasiva
Cirurgia minimamente invasiva não é só um corte pequeno. O mais importante é o cuidado com o que fica embaixo da pele: músculos, tendões, nervos e vasos.
O tamanho da incisão varia conforme o corpo de cada pessoa. O objetivo é ter espaço suficiente para posicionar a prótese corretamente, respeitando os tecidos. Veja mais sobre a cirurgia minimamente invasiva do quadril.
O que pode mudar na recuperação
Como os músculos principais são preservados, a via anterior pode permitir uma recuperação inicial mais confortável em muitos pacientes. Em geral, os primeiros passos com andador acontecem no início da internação, quando o quadro clínico permite.
As orientações de movimento costumam ser mais simples nas primeiras semanas. Ainda assim, existem cuidados a seguir, definidos para cada paciente. Veja mais sobre a recuperação após a prótese de quadril.
As vias de acesso consagradas, quando bem indicadas, são formas reconhecidas de colocar a prótese. Com o passar dos meses, a evolução entre elas tende a se aproximar. A escolha considera a anatomia, o caso e a experiência do cirurgião.

Para quem a via anterior é indicada e quais os cuidados
A via anterior pode ser utilizada na maior parte dos pacientes com indicação de prótese de quadril, conforme avaliação. Isso inclui casos de artrose, osteonecrose e algumas sequelas de fratura.
Ela também pode ser combinada com a cirurgia robótica do quadril, quando indicado. Algumas situações pedem análise mais cuidadosa ou outra via de acesso:
- deformidades importantes do quadril ou da bacia;
- placas ou parafusos de cirurgias anteriores na região;
- abdômen volumoso sobre a virilha, que pode dificultar a cicatrização;
- algumas cirurgias de revisão (troca) de prótese.
Na consulta, o Dr. Guilherme analisa o exame físico, as radiografias e as cirurgias anteriores. Com isso, explica qual via de acesso é mais adequada para o seu caso e por quê.
Cuidados e limitações
Como em toda cirurgia, existem riscos, que são explicados na consulta. Na via anterior, um ponto específico é a dormência na lateral da coxa. Ela vem de um nervo da sensibilidade da pele (nervo cutâneo femoral lateral) e, em geral, diminui com o tempo.
Há também riscos comuns a qualquer via de acesso:
- infecção;
- trombose (coágulo nas veias da perna);
- luxação (deslocamento da prótese);
- fratura do osso durante a cirurgia;
- diferença no comprimento das pernas.
O preparo clínico, a técnica cuidadosa e o acompanhamento ajudam a reduzir esses riscos. Cada caso é avaliado individualmente.
Atendimento em Londrina
Atendimento em Londrina
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A equipe pode orientar sobre as condições de atendimento, convênios, honorários e cobertura de procedimentos. A autorização de exames, internações e cirurgias depende das regras de cada plano e da avaliação da operadora.
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Dúvidas sobre a via anterior
Na prótese de quadril pela frente, os músculos são cortados?
Na via anterior direta, o acesso passa entre os músculos. Os músculos e tendões principais não são desinseridos do osso. A pele e as camadas que envolvem os músculos precisam ser abertas. Em alguns casos, pequenas liberações de tecido são necessárias.
Qualquer pessoa pode fazer a prótese pela via anterior?
A via anterior pode ser utilizada na maior parte dos pacientes com indicação de prótese, conforme avaliação. Deformidades, cirurgias anteriores e o formato do corpo influenciam a escolha. A decisão é tomada na consulta, com exame físico e radiografias.
Onde fica a cicatriz da via anterior?
Fica na frente do quadril. Quando indicada, a incisão tipo biquíni segue a direção das dobras da pele da virilha. Em outros casos, o corte é mais vertical, na frente da coxa.
Vou poder andar logo depois da cirurgia?
Em muitos casos, os primeiros passos com andador acontecem no início da internação, com a fisioterapia. Isso depende da anestesia, da pressão, da dor e da segurança de cada paciente. O ritmo é definido pela equipe, conforme a evolução.
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