Problemas do quadril
Fratura do quadril, da pelve e do acetábulo em Londrina: sinais e tratamento
Uma queda em casa pode causar fratura do quadril, principalmente em quem tem osteoporose. Entender os sinais e o tratamento ajuda a família a agir com segurança.

Em resumo
A fratura do quadril acontece, na maioria das vezes, na parte de cima do fêmur e é mais comum em idosos após uma queda da própria altura, ligada à osteoporose. A pelve e o acetábulo também podem fraturar, principalmente em traumas de alta energia. Dor intensa e dificuldade para apoiar a perna após uma queda pedem pronto atendimento.

Quais são as fraturas do quadril, da pelve e do acetábulo
A chamada fratura do quadril acontece, na maioria das vezes, na parte de cima do fêmur (osso da coxa). É mais comum em idosos após uma queda da própria altura, geralmente ligada à osteoporose (ossos mais frágeis). Os dois tipos principais são:
- Fratura do colo do fêmur: ocorre no “pescoço” do osso, logo abaixo da cabeça arredondada do fêmur;
- Fratura transtrocantérica: ocorre um pouco abaixo, na região dos trocânteres (saliências ósseas onde se prendem músculos do quadril).
A pelve (bacia) e o acetábulo (cavidade da bacia onde o fêmur se encaixa) também podem fraturar. Em adultos jovens, isso costuma ocorrer em traumas de alta energia, como acidentes de trânsito ou quedas de altura.
Em idosos com osteoporose, uma queda simples também pode causar pequenas fraturas na bacia. Muitas delas são tratadas sem cirurgia, com controle da dor e fisioterapia. Outras precisam de fixação, conforme a avaliação.
Sinais após uma queda e o que fazer
Depois de uma queda, alguns sinais podem indicar fratura do quadril. Os mais comuns são:
- dor intensa na virilha, no quadril ou na coxa;
- dificuldade ou impossibilidade de ficar em pé ou de apoiar a perna;
- perna mais curta e girada para fora, com o pé virado para o lado;
- dor forte ao tentar mexer ou girar a perna;
- inchaço ou mancha roxa na região do quadril.
Nessas situações, procure um pronto atendimento. Evite forçar a pessoa a levantar ou a caminhar. Se não for possível transportá-la com segurança, ligue para o SAMU (192).
Algumas fraturas permitem que a pessoa ainda ande, mesmo com dor. Por isso, dor persistente no quadril após uma queda também merece avaliação médica o quanto antes.
No atendimento, a radiografia costuma confirmar a fratura. Quando ela não aparece, mas a suspeita continua, a tomografia ou a ressonância magnética podem ser pedidas. A tomografia também ajuda a planejar a cirurgia nas fraturas da pelve e do acetábulo.

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Como é o tratamento das fraturas do quadril
Na maioria das fraturas do quadril no idoso, o tratamento indicado é cirúrgico. O objetivo é permitir que a pessoa saia da cama cedo e volte a apoiar a perna. A técnica depende do tipo de fratura, da idade e da saúde geral.
- Fixação: o osso é mantido no lugar com parafusos, placa ou haste (barra metálica colocada dentro do fêmur). É comum nas fraturas transtrocantéricas e em algumas do colo do fêmur;
- Prótese: a parte fraturada é substituída por uma prótese de quadril, parcial ou total. É frequente nas fraturas do colo do fêmur com desvio (partes do osso deslocadas) em idosos.
Nas fraturas da pelve e do acetábulo, a decisão depende do desvio dos fragmentos e da estabilidade da bacia. Algumas são tratadas sem cirurgia, enquanto outras precisam de fixação com placas e parafusos.
A importância de operar cedo, quando indicado
Quando a cirurgia é indicada, as recomendações atuais orientam realizá-la cedo, em geral nas primeiras 24 a 48 horas. Antes, a equipe avalia e ajusta a saúde geral, como coração, pressão e medicamentos.
Os detalhes de cada técnica estão na página sobre cirurgia para fratura do quadril. Cada caso é avaliado individualmente.

Recuperação e prevenção de novas fraturas
Depois da cirurgia, a mobilização começa cedo. Sempre que possível, o paciente senta e dá os primeiros passos com andador nos primeiros dias, com a fisioterapia. Isso ajuda a reduzir complicações do tempo na cama, como trombose (coágulo nas veias), pneumonia e feridas de pressão.
A recuperação depende de como a pessoa andava antes da queda, da saúde geral e da reabilitação. O cuidado costuma envolver clínico ou geriatra, fisioterapia e nutrição. Veja também como é a recuperação após a prótese.
Prevenção
Quem já teve uma fratura por fragilidade (após uma queda simples) tem risco maior de ter outra. Por isso, investigar e tratar a osteoporose faz parte do cuidado. Em casa, algumas medidas ajudam a prevenir quedas:
- retirar tapetes soltos e fios do caminho;
- manter boa iluminação, inclusive à noite;
- instalar barras de apoio no banheiro;
- usar calçados fechados e firmes;
- revisar com o médico remédios que causam sonolência ou tontura;
- fazer exercícios de força e equilíbrio, com orientação.
Após a alta, o acompanhamento ortopédico orienta a reabilitação e a prevenção. Para famílias de outras cidades do Norte do Paraná, a teleconsulta pode ajudar nessa orientação.
Atendimento em Londrina
Atendimento em Londrina
Atendimento a pacientes de outras cidades
Pacientes de cidades próximas, como Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Maringá e Cornélio Procópio, podem entrar em contato com a equipe para consultar as opções de atendimento. A possibilidade de teleconsulta, quando disponível, deve ser avaliada conforme as necessidades de cada caso e as limitações do atendimento à distância.
Informações sobre convênios
A equipe pode orientar sobre as condições de atendimento, convênios, honorários e cobertura de procedimentos. A autorização de exames, internações e cirurgias depende das regras de cada plano e da avaliação da operadora.
Como agendar sua consulta?
Entre em contato com a equipe para consultar horários disponíveis, orientações sobre os documentos necessários e informações sobre o atendimento.
Dúvidas sobre fraturas do quadril, pelve e acetábulo
Idoso com fratura no quadril sempre precisa de cirurgia?
Na maioria das fraturas do fêmur perto do quadril, a cirurgia é o tratamento indicado. Algumas fraturas sem desvio, principalmente na bacia, podem ser tratadas sem cirurgia. Em pessoas com saúde muito frágil, a decisão é tomada junto com a família e a equipe clínica.
A pessoa volta a andar depois da cirurgia de fratura do quadril?
O objetivo do tratamento é que a pessoa volte a andar, muitas vezes com apoio no início. A evolução depende de como ela andava antes, da saúde geral e da reabilitação. Cada caso é avaliado individualmente.
Quanto tempo dura a recuperação de uma fratura do quadril?
A recuperação é gradual e costuma levar alguns meses. Nas primeiras semanas, o foco é voltar a andar com apoio e ganhar força com a fisioterapia. O ritmo varia conforme a idade, a saúde geral e o tipo de cirurgia.
Depois de uma fratura, é preciso tratar a osteoporose?
Sim. Uma fratura após uma queda simples costuma ser sinal de osteoporose. Tratar os ossos e prevenir quedas ajuda a reduzir o risco de uma nova fratura.
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Para orientação sobre tratamento, recuperação ou prevenção de fraturas, agende uma avaliação.

