Problemas do quadril

Lesão do labrum em Londrina: dor na virilha, estalos e travamento no quadril

O labrum ajuda a vedar e estabilizar o encaixe do quadril. Quando ele se lesiona, o tratamento começa, em muitos casos, sem cirurgia.

Ilustração 3D do labrum do quadril, a borda de cartilagem que envolve o acetábulo, com uma lesão destacada

Em resumo

A lesão do labrum é uma lesão no anel de fibrocartilagem que contorna o acetábulo, o encaixe da bacia. Pode causar dor profunda na virilha, estalos e sensação de travamento, e muitas vezes está ligada ao impacto femoroacetabular. O diagnóstico combina exame físico e ressonância magnética, e o tratamento começa, em muitos casos, sem cirurgia.

Dr. Guilherme Rufini no consultório, analisando um exame de imagem do quadril no computador

O que é o labrum e por que ele se lesiona

O quadril é formado pela cabeça do fêmur (osso da coxa) encaixada no acetábulo (cavidade da bacia). Na borda do acetábulo existe o labrum, um anel de fibrocartilagem (tecido firme e flexível).

O labrum funciona como uma vedação. Ele aprofunda o encaixe, ajuda na estabilidade e mantém o líquido que lubrifica a cartilagem.

Quando ele se rompe ou se desgasta, falamos em lesão do labrum acetabular. A lesão pode surgir de repente ou aos poucos, ao longo do tempo. As causas mais comuns são:

  • Impacto femoroacetabular: alteração no formato do fêmur ou da bacia que faz os ossos se chocarem nos movimentos;
  • Displasia do quadril: acetábulo mais raso que o normal, que deixa o labrum sobrecarregado;
  • Trauma: quedas, acidentes ou deslocamento do quadril;
  • Movimentos repetitivos: giros e flexões intensas em esportes como futebol, lutas e dança;
  • Desgaste: com a idade, o labrum pode se degenerar junto com a cartilagem.

Sintomas da lesão do labrum

O sintoma mais comum é a dor na virilha, na parte da frente do quadril. Algumas pessoas mostram a dor segurando o quadril com a mão em forma de “C”. Também podem aparecer:

  • estalo ou clique dentro do quadril;
  • sensação de travamento, como se o quadril “prendesse”;
  • dor ao ficar muito tempo sentado, ao agachar ou ao girar o corpo;
  • dor ao entrar e sair do carro ou ao calçar sapatos;
  • dor que se espalha para a lateral do quadril ou para a nádega;
  • sensação de falseio (instabilidade) e perda de movimento.

Os sintomas costumam começar aos poucos e piorar com a atividade. Nem todo estalo no quadril significa lesão do labrum. Muitos vêm de tendões que deslizam sobre o osso, sem causar problema.

Também é comum a ressonância mostrar lesões do labrum em pessoas que não sentem nada. Por isso, o exame de imagem é sempre interpretado junto com os sintomas e o exame físico.

Dr. Guilherme Rufini Isolani, ortopedista com atuação em cirurgia do quadril

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Como é feito o diagnóstico da lesão do labrum

A consulta começa pela história da dor e pelas atividades que você pratica. No exame físico, o médico movimenta o quadril em posições que podem reproduzir a dor. Um exemplo é dobrar o quadril e girá-lo para dentro, o chamado teste do impacto.

Os exames ajudam a confirmar a lesão e, principalmente, a encontrar a causa. Os mais usados são:

  • Radiografia: mostra o formato dos ossos e sinais de impacto, displasia ou artrose (desgaste da cartilagem);
  • Ressonância magnética: avalia o labrum, a cartilagem e os tecidos ao redor;
  • Artrorressonância: ressonância feita após injetar contraste dentro da articulação, o que pode deixar o labrum mais nítido;
  • Tomografia: em alguns casos, para estudar o formato do osso e planejar o tratamento.

Às vezes, uma infiltração com anestésico dentro do quadril ajuda a confirmar se a dor vem da articulação. Na consulta em Londrina, o Dr. Guilherme Rufini usa esses dados para orientar a escolha do tratamento. Para quem mora em outras cidades do Norte do Paraná, a teleconsulta pode ser usada na primeira análise dos exames.

Ilustração 3D da articulação do quadril, com a pelve, o acetábulo e a cabeça do fêmur

Tratamento: do conservador à artroscopia

Nem toda lesão do labrum precisa de cirurgia. Em muitos casos, o primeiro passo é o tratamento conservador, que costuma incluir:

  • ajuste das atividades que provocam dor, como agachamentos profundos;
  • fisioterapia para fortalecer os músculos do quadril e do tronco;
  • analgésicos ou anti-inflamatórios por curto período;
  • infiltração dentro da articulação, em casos selecionados.

Quando a dor persiste após alguns meses de tratamento bem conduzido, a artroscopia pode ser indicada. É uma cirurgia feita por pequenas incisões, com uma câmera e instrumentos finos.

Na artroscopia, o labrum pode ser reparado, isto é, fixado de volta ao osso com pequenas âncoras (implantes de fixação). Quando o tecido está muito desgastado, faz-se o desbridamento (retirada da parte danificada). Se houver impacto, o excesso de osso costuma ser corrigido no mesmo procedimento.

Na displasia mais acentuada ou na artrose avançada, a artroscopia isolada pode não ser a opção adequada. Nesses casos, outras alternativas são discutidas conforme a avaliação.

Saiba mais sobre a cirurgia para lesão do labrum e sobre a artroscopia de quadril. Cada caso é avaliado individualmente.

Atendimento em Londrina

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Pacientes de cidades próximas, como Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Maringá e Cornélio Procópio, podem entrar em contato com a equipe para consultar as opções de atendimento. A possibilidade de teleconsulta, quando disponível, deve ser avaliada conforme as necessidades de cada caso e as limitações do atendimento à distância.

Informações sobre convênios

A equipe pode orientar sobre as condições de atendimento, convênios, honorários e cobertura de procedimentos. A autorização de exames, internações e cirurgias depende das regras de cada plano e da avaliação da operadora.

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Clínica Cen

O consultório fica na Rua Adhemar Pereira de Barros, 625, Bela Suíça, Londrina/PR.

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Dúvidas sobre lesão do labrum

A lesão do labrum cicatriza sozinha?

O labrum recebe pouco sangue, principalmente na parte voltada para dentro da articulação. Por isso, sua capacidade de cicatrizar sozinho é limitada. Mesmo assim, em muitos casos os sintomas diminuem com fisioterapia e ajuste das atividades.

Toda lesão do labrum precisa de cirurgia?

Não. A decisão depende da dor, da limitação no dia a dia, da causa da lesão e do estado da cartilagem. Muitas pessoas seguem apenas com o tratamento conservador.

Qual exame mostra a lesão do labrum?

A ressonância magnética e a artrorressonância são os exames mais usados para avaliar o labrum. A radiografia também é importante, pois mostra causas como impacto ou displasia. O resultado é sempre interpretado junto com o exame físico.

Como é a recuperação após a artroscopia do labrum?

Em geral, as muletas são usadas nas primeiras semanas, e a fisioterapia começa logo após a cirurgia. O retorno ao esporte é gradual e costuma levar alguns meses. O ritmo depende do que foi feito na cirurgia e de cada paciente.

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Dr. Guilherme Rufini de jaleco