Problemas do quadril

Osteonecrose do quadril em Londrina: diagnóstico precoce e tratamento por estágio

A osteonecrose da cabeça do fêmur acontece quando parte desse osso recebe pouco sangue. Identificar cedo amplia as opções de tratamento.

Ilustração 3D de osteonecrose na cabeça do fêmur, com a área sem circulação destacada

Em resumo

A osteonecrose da cabeça do fêmur, também chamada de necrose avascular, acontece quando uma área desse osso passa a receber pouco sangue e fica mais frágil. Com o tempo, pode haver achatamento do osso e artrose. É mais frequente em adultos jovens e de meia-idade, pode afetar os dois quadris, e o diagnóstico em fase inicial amplia as opções de tratamento.

Dr. Guilherme Rufini no consultório, analisando um exame de imagem do quadril no computador

O que é a osteonecrose da cabeça do fêmur

A cabeça do fêmur é a parte arredondada do osso da coxa que se encaixa na bacia. Ela depende de pequenos vasos para receber sangue e se manter saudável. Sua superfície é revestida por cartilagem, que permite o movimento suave da articulação.

Na osteonecrose, também chamada de necrose avascular, uma área desse osso passa a receber pouco sangue. Sem essa nutrição, o osso perde a capacidade de se renovar e fica mais frágil.

Com o tempo, a região afetada pode sofrer pequenas fraturas e perder o formato arredondado. Esse achatamento é chamado de colapso. Ele pode levar à artrose, que é o desgaste da cartilagem do quadril.

A osteonecrose é mais frequente em adultos jovens e de meia-idade. É comum afetar os dois quadris, por isso a avaliação costuma incluir os dois lados.

Nem toda lesão evolui da mesma forma. Lesões pequenas, em áreas que recebem menos carga, podem permanecer estáveis por muito tempo.

Fatores de risco e sintomas da osteonecrose

Em muitos casos, a osteonecrose está ligada a uma condição de saúde ou a um tratamento. Os principais fatores de risco são:

  • uso de corticoide (cortisona), principalmente em doses altas ou por tempo prolongado;
  • consumo excessivo de bebida alcoólica;
  • anemia falciforme e outras doenças do sangue ou da coagulação;
  • trauma, como fratura do colo do fêmur ou luxação (deslocamento) do quadril;
  • lúpus, transplantes de órgãos e alguns tratamentos contra o câncer;
  • tabagismo.

Também há casos sem causa definida, chamados de idiopáticos. Se você usa corticoide, não suspenda o remédio por conta própria. Converse antes com o médico que fez a prescrição.

Sintomas

No início, a osteonecrose pode não causar dor e ser descoberta em um exame feito por outro motivo. Quando surge, a dor no quadril costuma ficar na virilha. Ela pode irradiar para a nádega, a coxa ou o joelho.

Em geral, a dor piora ao apoiar o peso e caminhar. Com a evolução, podem surgir dor em repouso ou à noite, rigidez e dificuldade para andar.

Dr. Guilherme Rufini Isolani, ortopedista com atuação em cirurgia do quadril

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A avaliação começa pela sua história, pelo exame físico e pelos seus exames. Agende pelo WhatsApp.

Ilustração 3D da articulação do quadril, com a pelve, o acetábulo e a cabeça do fêmur

Estágios e a importância do diagnóstico precoce

O tratamento depende muito do estágio da doença. De forma simplificada, o médico observa se a cabeça do fêmur ainda mantém o formato arredondado:

  1. Inicial: a radiografia é normal, e as alterações aparecem só na ressonância magnética;
  2. Antes do colapso: já há sinais na radiografia, mas a cabeça do fêmur mantém o formato;
  3. Colapso: a superfície do osso começa a afundar ou achatar;
  4. Avançado: a cartilagem se desgasta, e surge artrose no quadril.

A ressonância magnética é o exame mais sensível nas fases iniciais, quando a radiografia ainda parece normal. Por isso, costuma ser pedida para pessoas com fatores de risco e dor no quadril. A radiografia continua importante para acompanhar a evolução.

Além do estágio, contam o tamanho e a localização da lesão, a idade e a intensidade dos sintomas. Diagnosticar antes do colapso permite considerar tratamentos que preservam a articulação. Na avaliação em Londrina, o Dr. Guilherme Rufini analisa os exames junto com a história de cada paciente.

Tratamento da osteonecrose conforme o estágio

Cada caso é avaliado individualmente. Em todas as fases, é importante controlar os fatores de risco, como reduzir o álcool e parar de fumar.

Acompanhamento

Lesões pequenas e sem sintomas podem ser acompanhadas com consultas e exames periódicos. Analgésicos, fisioterapia e muletas por um período podem aliviar a dor.

Descompressão do núcleo

Antes do colapso, pode ser indicada a descompressão do núcleo (perfurações finas na cabeça do fêmur). O objetivo é reduzir a pressão dentro do osso e estimular a chegada de novos vasos. Em alguns casos, ela é associada a enxerto ósseo ou a células da medula óssea do próprio paciente.

Prótese de quadril

Quando há colapso com dor importante ou artrose, a prótese de quadril costuma ser o tratamento indicado. Ela substitui as superfícies desgastadas por componentes artificiais.

Conforme a avaliação, a prótese pode ser feita pela via anterior direta. Esse acesso pela frente do quadril passa entre os músculos. Para quem mora em outras cidades do Norte do Paraná, a teleconsulta pode ajudar na análise dos exames.

Atendimento em Londrina

Atendimento em Londrina

Atendimento a pacientes de outras cidades

Pacientes de cidades próximas, como Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Maringá e Cornélio Procópio, podem entrar em contato com a equipe para consultar as opções de atendimento. A possibilidade de teleconsulta, quando disponível, deve ser avaliada conforme as necessidades de cada caso e as limitações do atendimento à distância.

Informações sobre convênios

A equipe pode orientar sobre as condições de atendimento, convênios, honorários e cobertura de procedimentos. A autorização de exames, internações e cirurgias depende das regras de cada plano e da avaliação da operadora.

Como agendar sua consulta?

Entre em contato com a equipe para consultar horários disponíveis, orientações sobre os documentos necessários e informações sobre o atendimento.

Consulta presencial

Clínica Cen

O consultório fica na Rua Adhemar Pereira de Barros, 625, Bela Suíça, Londrina/PR.

Mapa da região do consultório, na Bela Suíça, em Londrina

Dúvidas sobre osteonecrose

Osteonecrose da cabeça do fêmur tem tratamento?

Sim. As opções vão do acompanhamento com exames a cirurgias que preservam o quadril e, quando necessário, a prótese. A escolha depende do estágio, do tamanho da lesão e dos sintomas.

Osteonecrose e artrose são a mesma coisa?

Não. A osteonecrose é um problema de circulação no osso da cabeça do fêmur. Quando ela evolui para o colapso, pode causar artrose, que é o desgaste da cartilagem.

Quem já usou corticoide precisa fazer exame do quadril?

Nem todas as pessoas que usaram corticoide precisam de exames. Se houver dor na virilha ou no quadril, principalmente após doses altas, vale procurar avaliação. O médico decide se a ressonância é necessária.

A osteonecrose pode afetar os dois quadris?

Sim. É comum que os dois lados sejam afetados, mesmo quando apenas um dói. Por isso, a avaliação costuma incluir os dois quadris, que podem estar em estágios diferentes.

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Se você tem fatores de risco e sente dor no quadril, agende uma avaliação.

Dr. Guilherme Rufini de jaleco